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Por Pe. Pedro Vidal de Souza*

 

Durante o ano nós temos quatro tempos litúrgicos: advento, natal, quaresma e páscoa.

A Quaresma é o tempo litúrgico, que nos prepara para a Páscoa. Podemos até dizer que é o tempo litúrgico, mais conhecido e vivido pelos fiéis, por causa da Quarta-Feira de Cinzas, da Semana Santa, da Via Sacra, do Tríduo Pascal, e da Campanha da Fraternidade. É o tempo propício para a conversão.

Para entendermos, e vivermos a Quaresma nos nossos dias, poderíamos começar nos perguntando: Qual o verdadeiro sentido da Quaresma? Como estamos vivendo a Quaresma nos nossos dias?

No passado “O tempo da Quaresma” era vivido com muito respeito, com muita seriedade e até com alguns exageros. Havia pessoas que durante a Quaresma não comiam carne e até se cobriam de luto. Até o carnaval era uma preparação para a Quaresma.

As pessoas que tocavam instrumentos musicais, nos três dias que antecedia a Quaresma, tocavam, como despedida, pois iam passar os quarenta dias da Quaresma sem usá-los. Só depois do Sábado de Aleluia, é que retornavam a usá-los. Ao contrário do que vemos hoje, um verdadeiro desrespeito, com carnaval e festas na Quarta Feira de Cinzas e até na Semana Santa.

Os elementos que caracterizam o tempo da Quaresma são: o jejum, a penitencia, a oração.

O JEJUM – era levado muito a sério. Mesmo as pessoas que raramente iam as missas, mas por tradição, não poderiam deixar de jejuar. Era “um grande pecado” não jejuar. Talvez nem entendessem bem o verdadeiro sentido do jejum como penitencia, como possibilidade de partilhar com os necessitados, o alimento que renunciou fazendo o jejum.

A Igreja recomenda o jejum. Mas não esquece de lembrar, nas leituras da missa da Quarta Feira de Cinzas, dia de jejum recomendado pela Igreja, que “O jejum que mais me agrada é um coração contrito e humilde”. Com essa advertência, a Igreja nos faz ver que o jejum sem caridade, sem a misericórdia e sem as práticas de piedade não significa nada. Jesus até chamou atenção dos fariseus hipócritas, porque jejuavam, mas não davam testemunho nem de conversão nem de caridade.

A PENITENCIA – entendemos a penitencia como renúncia e sacrifício, em vista da conversão. Um sinal evidente da conversão é a Penitencia, ela tem sentido, e ajuda muito no processo de conversão. Os Santos da nossa Igreja são verdadeiros testemunhos de vida acética, de sacrifícios e de renúncia. Jesus ao falar sobre a renúncia disse: “Quem não renuncia a si mesmo, e não toma a sua cruz não pode ser meu discípulo”.  

A ORAÇÃO – mais importante que o Jejum e a Penitencia é a Oração. A Oração deve fazer parte do nosso cotidiano. A Igreja é a comunidade, o Povo de Deus, em oração. A nossa Fé, nossa Espiritualidade, nossa vida em Deus, nossa vida na Graça, é alimentada e cultivada pela Oração. Não conseguiríamos sobreviver espiritualmente na fá, senão pela oração. Se a oração é tão “urgente e necessária” em qualquer tempo e circunstâncias, sem sombra de dúvidas, precisa ser intensificada na Quaresma, que é tempo favorável a oração.

O Tempo da Quaresma, sem dúvida, é tempo litúrgico, que mais nos oferece, uma grande variedade de orações. Um exemplo concreto é a Via Sacra, orações e meditações da Campanha da fraternidade, atos da Semana Santa e tantas outras. No mundo do pós-moderno, da tecnologia e globalização, um exercício de penitencia, renuncia, sacrifício e jejum, poderia ser: “privar-se por alguns minutos, do uso da internet, whatsApp, ou qualquer outro meio de comunicação”.

Não percamos a oportunidade de vivermos a Quaresma nos nossos dias!

(*) Assessor Eclesiástico Adjunto do GEN 

Revista Alavanca – janeiro/fevereiro/março 2018 – pag. 13 

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