tarja.jpg

  

Com a presença do Arcebispo de Aracaju, Dom João José Costa, ocorreu a abertura da XX Semana de Filosofia e a XV Semana de Teologia na tarde desta segunda-feira, 27 de novembro, no Auditório do Seminário Maior, com a apresentação da temática geral da semana: 500 anos da reforma protestante: aspectos históricos, políticos, filosóficos e teológicos. Durante toda semana até o dia 30, nas tardes e as noites serão de debates, palestras e apresentações de artigos científicos.

 
20171127_163707
 
 
20171127_163648
 
 
20171127_161726
 
 
20171127_162052
 
 
20171127_162040
 
 
20171127_162250
 
 
20171127_162418
 
 
20171127_162311
 
 
20171127_162600
 
 
20171127_162856
 
 
20171127_162916
 
 
20171127_164618
 
 
20171127_164638
 
 
20171127_171635
 
 
20171127_171643
 
 
20171127_171638
 
 
20171127_162047
 
 

 

Dom João ressaltou sobre a importância de momentos como este, de debate e reflexão, principalmente no ambiente acadêmico do Seminário.  “É para mim motivo de grande júbilo presidir a este solene Ato acadêmico. Como sabemos, aqui são preparados espiritualmente e formados na Filosofia (etapa discipular) e teologia (etapa configurativa) aqueles que irão às várias partes do mundo para ali anunciarem, como novos discípulos, o Evangelho de Jesus Cristo”, destacou Dom João.

 

“O ato de pensar qualifica o ser humano no seio da criação. É pensando que ele pode corresponder da melhor forma à tarefa que lhe foi confiada pelo Criador. Por conseguinte, com o pensamento cada um realiza uma experiência, por assim dizer, de autotranscendência: efetivamente, a pessoa supera-se a si mesma e aos limites que a confinam, para se aproximar do infinito”, acrescentou Dom João.

 

“Num contexto acadêmico como o que se inicia hoje, julgo que seja importante salientar a importância do diálogo entre filosofia e teologia que, quando foi bem realizado, manifestou indubitáveis vantagens para ambas as partes”, concluiu Dom João.

 

“Neste Seminário, que é a nossa casa de formação, possa ser uma casa onde todos nós possamos receber a fé como um dom iluminado pela razão autêntica de Deus”, disse o reitor, Padre Janisson Sá, que aproveitou para agradecer aos diretores, professores e seminaristas pelo empenho na realização do evento.

 

O Diretor Acadêmico, Padre Genivaldo Garcia, explanou sobre a escolha do tema, relatando que houve alguns questionamentos e explicou que a temática não serve de celebração mais de estudo de um contexto real ocorrido. “Para chegar a esse tema fizemos pesquisas e vimos que é um tema da hora em que na gregoriana, assim como nas faculdades do Sul, nas universidades, enfim, o tema foi objeto de discussão. Essa temática é um marco histórico que precisa ser discutido, para que sejam redescobertos alguns aspectos”, relatou o Padre.

 

“O tema parece que causou espanto, com isso achei que iria dar certo., Pois, se gerou polémica aqui é o lugar, pois filosofia é espanto”,  afirmou o Padre, que concluiu: “Não estamos aqui para celebrar os 500 anos da reforma protestante, mas para discutir aspectos e, ao mesmo tempo, para travarmos um diálogo com o diferente”, reforçou.

 

O Palestrante, do primeiro dia da semana filosófica e teológica, foi o Bispo de Estância, Dom Giovanni Crippa, que retratou o tema central, sobre a reforma protestante. “Uma ruptura que foi mais do que uma simples questão religiosa, que teve o entendimento na Europa  de dois modelos de cultura, de duas formas de entender a política, com também o poder e eu diria também a economia. Por tudo isso,  é importante entendermos o contexto, em que teve tentativas de reformas antes da reforma. Então a reforma não foi uma novidade” destacou dom Crippa.

 

“O movimento de Lutero foi à expressão de profundas rupturas que apareceram desde o final do século XIII, que quebraram a unidade entre o pontificado e o império. Unidade esta que foi a base do feudalismo. A ruptura como base da consciência individual, aspiração de um novo modelo, uma tendência a secularização ... a nova concepção do universo ... nascimento dos bancos, novas formas de espiritualidade”,  descreveu Dom Crippa  sobre o período que surge a reforma, que, segundo ela, era como uma grande panela onde a água estava fervendo.

 

“Lutero foi uma personalidade com uma sincera sede de Deus, queria buscar o absoluto. Cumpridor das regras, mas, ao mesmo tempo, uma alma angustiada pelo pecado e pela ideia de um Deus justiceiro, um Deus que castiga e é influenciado pelo iluminalismo. Ele cré que a palavra salvação não tem conteúdo, não significa nada. Então, Lutero vive momento de grande desespero. Tinha obsessão pelo pecado, o seu pecado, a sua salvação ”, destaca Dom Crippa, afirmando que houve falta de diálogo de ambos dos lados, que poderia mudar o curso da história.

 

 

Jornalista Edmilson Brito, SRTE/SE 1.159

Fonte: arquidiocesedearacaju.org

 

Adicionar comentário

Políticas de comentários