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A informação divulgada na tarde desta terça-feira, 5, ainda não havia sido confirmada oficialmente

Da redação, com ANSA

Decisão do presidente de mudar embaixada para Jerusalém pode aumentar tensão no Oriente Médio /Foto: Arquivo/Canção Nova

A Casa Branca confirmou nesta quarta-feira, 6, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciará hoje sua decisão de mudar a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira, 5, mas ainda não havia sido confirmada oficialmente.

Às vésperas do provável anúncio, o presidente Donald Trump contatou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A decisão, que pode aumentar a tensão no Oriente Médio, preocupa o líder palestino que afirma que a medida representa um perigo para o processo de paz e para a segurança e a estabilidade da região.

Na visão da ANP, não pode existir um Estado palestino sem Jerusalém Oriental como capital. Já o governo de Israel não reconhece a existência desse termo e diz que só há uma Jerusalém. A iminente decisão de Trump é criticada de forma quase unânime pela comunidade internacional, inclusive pela União Europeia e pela Liga Árabe, cujo secretário-geral, Ahmed Aboul Gheit, convidou Washington a evitar qualquer iniciativa capaz de mudar o status jurídico e político de Jerusalém.

“Estamos reunidos não para provocar sentimentos hostis, mas para alertar sobre a periculosidade deste momento”, disse Gheit, após uma cúpula extraordinária da entidade no Cairo, capital do Egito. Já o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita exprimiu séria e profunda preocupação com uma iniciativa que pode irritar os sentimentos dos muçulmanos no mundo.

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Por sua vez, a alta representante da União Europeia para Política Externa, Federica Mogherini, reafirmou que a retomada do processo de paz entre Israel e Palestina passa pela solução dos dois Estados. “Qualquer ação que possa minar esses esforços deve ser absolutamente evitada”, ressaltou a italiana, após um encontro com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em Bruxelas.

O sistema de defesa israelense já se prepara para uma possível reação violenta dos palestinos, principalmente em Jerusalém. A polícia e o comando central do Exército tiveram diversas reuniões nos últimos dias, em meio às ameaças do grupo fundamentalista Hamas de iniciar uma “Terceira Intifada”, palavra árabe que significa revolta.

Jerusalém Oriental é considerada pela comunidade internacional como uma ocupação desde sua anexação por Israel, em 1967. Desde então, os EUA adotam uma posição neutra sobre o status da cidade, sem reconhecê-la como capital israelense.

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